Quem em 1936 a Unidos da Tijuca conquistou seu primeiro título carioca ~ Projeto Samba da Garoa

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Quem em 1936 a Unidos da Tijuca conquistou seu primeiro título carioca

Quem em 1936 a Unidos da Tijuca conquistou seu primeiro título carioca porque foi considerada a agremiação de melhor Harmonia?
Naquele ano – apenas o quinto com desfiles de escolas de samba na cidade -, o regulamento foi inovador: a campeã seria quem recebesse a melhor nota no quesito Harmonia. O segundo lugar iria para a escola de melhor samba de enredo, enquanto a terceira colocada teria a melhor bateria. Em quarto, a dona da melhor bandeira. Por fim, o quinto lugar seria da agremiação com o enredo mais bem cotado pela comissão julgadora escolhida pela União das Escolas de Samba.
 

A Tijuca ganhou a simpatia dos jurados Darci Adesi, Júlio Matos Soares, Manuel Ferreira e Antônio Borges da Cunha para faturar o título na Praça Onze com o enredo “Sonhos delirantes. Na época, o samba não tinha a obrigação de ter relação com o tema. Assim, a escola desfilou com a música “Natureza bela”, de Henrique de Mesquita, que chegou a ser gravada pelo cantor Gilberto Alves. Clique AQUI e escute o samba, abaixo a letra:
Natureza bela do meu Brasil
Venha ouvir essa canção febril
Sem você não não tem noite de luar
Pra cantar uma linda canção ao nosso Brasil
É o sambista apaixonado
Que lhe pede, natureza
As noites de luar
Que vive bem perto de você
Mas sem lhe ver
Eu vejo a água correr
E sinto o meu coração palpitar
O meu pinho gemendo
Vem a saudade matar

O sucesso na Harmonia fez a Tijuca desbancar a já poderosa Mangueira – tricampeã em 1932, 1933 e 1934 e vice da Portela em 1935 -, que ficou em segundo graças a um histórico samba de Cartola, Carlos Cachaça e Zé da Silva: “O destino não quis”, mais conhecido como “Não quero mais amar a ninguém”. Clique AQUI e escute na voz de Paulinho da Viola, abaixo a letra:
Não quero mais
Amar a ninguém
Não fui feliz
O destino não quis
O meu primeiro amor
Morreu como a flor
Ainda em botão
Deixando espinhos
Que dilaceram meu coração
Semente de amor
Sei que sou desde nascença
Mas sem ter vida e fulgor
Eis minha sentença
Tentei pela primeira vez um sonho vibrar
Foi beijo que nasceu
E morreu sem se chegar a dar
Às vezes dou gargalhada
Ao lembrar do passado
Nunca pensei em amor, nunca amei nem fui amado
Se julgas que estou mentindo jurar sou capaz
Foi simples sonho que passou e nada mais.

Por Thiago Dias
Fontes:
CABRAL, Sérgio – As escolas de Samba do Rio de Janeiro. Lumiar Editora, 1996
MUSSA, Alberto e Luiz Antonio Simas – Samba de Enredo, História e Arte. Civilização Brasileira, 2010.
Site Galeria do Samba (www.galeriadosamba.com.br)
Site Cliquemusic (www.cliquemusic.uol.com.br)

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